mais umas bulbigárias escritas, a se jogar fora… (um dia)

•Outubro 30, 2007 • Deixe um comentário

Me perdi naquela substancia eloqüente de prazer e imprecisão temporal de todos os organismos que continuam atuando ao meu redor, fora de mim.

 

 

 

Ingênua fui que, em alguns dias a mais, me peguei numa utopia de felicidade comum e essencial – exatamente num modo que nunca me agradara, que nunca me chamara a atenção…

 

 

 

 

 

 

 

Mas você me chamou.

 

 

 

 

 

 

 

(Cantou com a musica dos meus lábios, e me fez ouvir o que eu sempre esperei…)

 

 

 

 

 

 

 

Com os lábios nem um pouco rosados de paixão, mas sim, roxos de embriagues, lhe conheci numa noite imatura – onde pequenos sonhos pareciam se encontrar num estado pleno e suficiente para vivermos a sós. A dois. Um e um….

 

 

 

- a Dama e o Vagabundo. Uma coisa só.

 

 

 

 

 

 

 

Foi como o apocalipse promete ser.

 

 

 

Foi como deixar morrer uma parte de nós, e fazer nascer um fruto que jamais esperaríamos, ou sequer teríamos idéia de que algum dia, poderia surgir.

 

 

 

Foi como cegar na noite de ano novo. Não ver os fogos, mas saber que eles estão lá, pois ouvimos, sentimos o seu tremor, sentimos a sua força, a sua intensidade…. uma felicidade incompleta – mas que nos fazia acreditar que sim, aquele simples olhar sem enxergar o que na realidade era, nos fazia ansiar pelo momento seguinte, pelo beijo seguinte, pelo amor seguinte, que de tão forte e profundo, pouco durou.

 

 

 

 

 

 

 

Nós sabíamos de tão eloqüência.

 

 

 

Mas fizemos de conta não conhecer muito bem o final.

 

 

 

Sabíamos que daquele final do passado e começo de algo novo, o que surgiria, só nos envolveria num rancor e ódio que de tão mortal, não nos daria a chance de uma reconciliação futura, uma ‘ressurreição’ final naquele sentimento….

 

 

 

Nós não nos permitimos nascer de novo.

 

 

 

Cada um de nós, em seu próprio lado, cavou a própria cova… escolheu o próprio sentimento, a própria morte.

 

 

 

E que de tão lindo e dolorido, pode ser considerado o mais perto possível do que se chama ‘morte’.

 

 

 

Conhecemos o ápice da alegria, da felicidade, da loucura, do tesão, da paixão, do querer sempre mais, do ‘se bastar’, do não querer mais nada – alem de um o outro…. de chegar em casa após um dia inteiro juntos e olhar pro lado pensando “cadê o barulho dele(a), cadê o cheiro dele(a), cadê a musica dele(a), cadê o furacão, cadê o coração acelerado, cadê o prazer dele(a) estar aqui, comigo, dormir comigo…?

 

 

 

 

 

 

 

Era uma saudade que não tinha fim.

 

 

 

Quem sabe até – sentimos falta enquanto estávamos juntos,

 

 

 

 

 

 

 

Foi a loucura mais intensa já vivida por mim…. talvez por ti

 

 

 

Foi o sentir palpitar o coração mais dolorido que já pude sentir.

 

 

 

Foi o prazer mais carinhoso e sensual ao mesmo tempo, que já nem sei se existe outro igual…

 

 

 

 

 

 

 

Não queria encontrar isso de novo.

 

 

 

Não quero que não seja com você.

 

 

 

Não quero a proeza de sentir isso com outro corpo, com outro cheiro, com outra voz, com outro calor, com outro som, outro barulho que não seja o seu…

 

 

 

Quero ver a tua ansiedade na minha, quero saciar a minha sede com e em você

 

 

 

Quero saber que as transformações são recíprocas e que darão algum resultado

 

 

 

Quero voltar aos momentos em que nossos organismos borbulhavam juntos, ao ouvir aquele som que nos agradava, que falava por nós, que nos tocava reciprocamente….

 

 

 

 

 

 

 

Difícil é saber que você está passando…. e que vai passar…. e que algum dia vai dormir dentro de mim – talvez nunca mais acordar novamente, nunca mais sentir aquele beijo da manhã, antes de pegar o movimento até o trabalho, faríamos carinhos e tomaríamos banho juntos…. quem sabe até, planos para a mesma noite, ou até passaríamos o dia inteiro, o fds inteiro, o mês inteiro juntos…. eu com você – e você, só comigo.

 

 

 

 

 

 

 

Baby, fica bem só comigo.

 

 

 

 

 

 

 

Mas você não ficou…. ambos não fizemos o suficiente para que valesse a pena pra sempre….

 

 

 

O nosso juramento de que seria eterno, acabou cedo demais….

 

 

 

Morreu?

 

 

 

- nós escrevemos os nossos nomes pra sempre, no tronco de uma árvore.

 

 

 

Ela ainda guarda o que um dia foi amor, e pra sempre vai guardar, pensando que ainda existe, que nunca teve fim, que nunca terá…

 

 

 

Nosso nome está marcado. Só morrerá realmente, quando o homem e seu machado nos cortar ao meio…. nos dividir – e ai sim, para sempre, será o fim.

 

 

 

 

 

 

 

O que está sendo de mim sem a sua voz, sem o seu carinho, sem a sua preocupação?

 

 

 

 

 

 

 

… Estou apenas vivendo as horas que devem ser vividas,

 

 

 

Esperando quem em algum momento delas, eu te re encontre com a mesma paixão, porém, num dia diferente, numa hora diferente, numa época diferente…

 

 

 

E que aí sim, façamos promessas e juramentos infinitos de que O NOSSO AMOR É E SEMPRE FOI PARA SEMPRE.

 

 

 

 

 

 

* Caminhos partem para voltar *

 

 

 

 

 

 

 

Nós não conhecemos algo melhor….

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

I believe. I believe that i found my life and my love on you.

 

 

 

I trust you.

 

 

 

 

 

 

‘just know i love you’

 

 

29/10/2007inconstância atemporal interminável e infinita.

do popular ao clássico

•Outubro 25, 2007 • Deixe um comentário

inquestionável.

mas na vida da gente, a real mesmo é que vivemos pulando de degrau em degrau. às vezes estamos num muito baixo, que é atropelado por um ’sapatão’ mané da sola, que acha que tem o direito de invadir o nosso lugar. já dizia meu professor de química que – ‘dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Nunca!’ -

e olha lá! lá vem fulano de novo querendo pousar no meu degrau…. humf

. e é aí que encontra-se aquele processe bem conhecido como “maturidade”. A nossa existe, pra que possamos tomar atitudes – muitas vezes – que não eram pra ser nossas, mas que há a falta de bom-senso no próximo, e acabamos por ter de tomar decisões imprevistas, no meio do caminho.

e é por isso que a vida nunca segue um percurso certo, sabe?

pq são nesses incovenientes que nós amadurecemos, aprendemos a lidar com as ocasiões e com as pessoas.

mas é gostoso – bem lá no fundo, mas é – adquirir a maturidade que o outro, infelizmente (azar o dele), não pode adquirir…. é fazer-nos crescer mais e mais.

aprendi com as ultimas experiencias que,

o nosso crescimento muitas vezes SIM, depende do ‘mal-senso’, ou do ‘fracasso’ do outro.

parece até egoísta dizer isso. mas é fato. não somos nós que escolhemos, é o folgado ali que escolheu se estacionar pra ‘tomar um ar’, e perdeu a chance de criar uma maturidade a fim – pondo essa oportunidade ao próximo.

- PRÓXIMO, POR FAVOR.

na vida temos que ser espertos. manter os olhos abertos, sem querer ‘folga’ pra descansar. se a gente descansa, tem um outro espero ali querendo roubar nosso lugar.

façamos a nossa parte – fazer o quê – o mundo assim funciona!

bom meio/fim de semana!

the first moment of my own

•Outubro 24, 2007 • Deixe um comentário

todos os escritos serão improvisados no momento em que estiverem sendo pensados; deste modo, não haverão ‘copiar – colar’… gosto da coisa feita na hora – saindo diretamente do forno – sem luvas nas mãos.

a Arte é pra se queimar mesmo,

testar os limites,

ir além,

parar com a vergonha de mostrar a fertilidade que existe em cada um de nós – seres pensantes, que deveriam sempre ter uma válvula de escape para expor idéias, planos, pensamentos, filosofias, terapias, desabafos… – mesmo que um ou só eu e mais um leiamos todas essas besteiras – gosto da arte polêmica por natureza, sem rotuladores pra impôr ‘censuras’ ou ‘banalizações’. Arte é pra ser falada e pensada mesmo! sem receio de ser nua e crua. (que é ainda melhor, se assim for!)

eu chamo de Arte porque tudo o que a mente da à luz, pra mim, é digna de assim ser denominada.

e tudo isso, acho que está bem claro que me interessa bem! e sempre, não é fácil….